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31jul/130

Confira dez perfis dificeis de lidar no ambiente de trabalho

pessoas dificieis

Alguma vez você já perdeu a paciência com um colega de trabalho? Já questionou as atitudes do seu chefe? Fique calmo, você não é o único. Em todas as empresas existe uma ou mais pessoas com perfil difícil de lidar no ambiente de trabalho.

"Depois da 'falta de comunicação' ou 'comunicação cheia de entraves', o que mais atrapalha nos relacionamentos entre colegas de trabalho é a falta de caráter", afirma Maurício Seriacopi, que é palestrante e consultor empresarial.

Seriacopi explica que esses perfis normalmente são resultado da permanência do profissional por muito tempo na empresa, especialmente quando exercem um cargo de confiança. Desenvolvem-se a partir da ausência de políticas disciplinadoras, do distanciamento do líder e da falta de um plano de engajamento dos colaboradores nos objetivos da organização.

"A falta de preparo, especialmente para os colaboradores que exercem funções de liderança é um grande fator [para a formação desses perfis]. Por muitas vezes, são colocados nessas funções como forma de promoção, mas não foram desenvolvidos para assumirem tal", diz o consultor.

chefes

CHEFE HOLOFOTE: Se dá tudo certo, "Eu que fiz". Se der algo errado: "Eles fizeram". Não compartilha os bons resultados com a equipe, tampouco é capaz de fazer elogios. Toda ação que pode lhe render visibilidade tem seu apoio, independente se será benéfico para a equipe ou para a organização.

COMO LIDAR: Tente se aproximar mais dele (sem se tornar um puxa-saco) e demonstre, aos poucos, que uma equipe competente é o reflexo de quem a comanda. Assim, ele será ainda mais valorizado por formar profissionais competentes

CHEFE PARTIDÁRIO: Vive dizendo que não tem nenhum privilegiado, mas na prática, além de ter seus favoritos, faz de tudo para protegê-los e promovê-los. E mais, sempre que possível, emprega amigos e conhecidos.

COMO LIDAR: Mostrar-se solícito e "amiguinho" não é garantia de segurança e melhor tratamento. Por isso, não abra mão dos seus princípios e convicções. Procure uma nova colocação no mercado

CHEFE BARRIGA: Finge ser descentralizador, mas na verdade empurra com a barriga e "delega" para que outros façam. Os dois grandes motivos para essa atitude são o puro desinteresse e a falta de competência.

COMO LIDAR: O melhor nesta situação é tirar proveito e absorver o máximo de conhecimento e aprendizado, que lhe servirão para uma promoção interna ou enriquecimento de seu currículo em novas oportunidades

COLEGA LADRÃO DE IDEIAS: É aquele que se aproxima, geralmente enaltecendo suas qualidades, para gerar estímulos e , assim, apoderar-se das suas ideias.

COMO LIDAR: Analise se os elogios são coerentes e cabíveis. Ao elaborar uma ideia, não a passe por completo e, se possível, diga que pensará e o procurará quando encontrar uma sugestão

TELHADO DE VIDRO: Sempre tem solução para todo e qualquer problema. Faz uso da máxima "se eu fosse fulano...", mas quando tem a autonomia encontra justificativa para não fazer nada e a frase passa a ser "veja bem, não é tão simples assim..."

COMO LIDAR: Procure não dar concordância às suas ideias. Se pedir sua opinião, apenas diga algo como: "Não tinha visto por esse ângulo, vou analisar melhor..."

BIPOLAR ARREPENDIDO: Chega pela manhã totalmente simpático e solícito. De repente, volta do almoço como se tivesse comido um pote de pimenta com suco de limão sem açúcar. Torna-se mal humorado, agressivo e intolerante. Quando termina a crise, passa a tratar as pessoas como se nada tivesse acontecido ou que foi um pico de estresse e que não mais se repetirá.

COMO LIDAR: Não bata de frente nos momentos críticos. Quando restabelecida a "normalidade" tente demonstrar, com muita sutileza, como foi constrangedor e desagradável passar por aquela situação. Utilize-se de metáforas e parábolas

PSICOPATA CORPORATIVO: Esse é o mais ardiloso de todos. Quando em grupo, age com muita simpatia e sorriso. Pessoas que não convivem no dia a dia ficam quase hipnotizadas e encantadas. No entanto, quando está só, tornar-se irreconhecível, com atitudes de crueldade e exploração, principalmente se for líder. Enquanto atende ao telefone chama a pessoa de "querida" e ao desligar, cospe cobras e lagartos.

COMO LIDAR: Evite ao máximo ficar sozinho com ele. No entanto, se inevitável, documente todas suas solicitações e acordos. Seja hábil em reuniões e levante questionamentos que gerem subsídios para desmascará-lo

O "HIENA" HARDY: "Oh vida, oh céus, oh azar..." Pessimista, vive reclamando de tudo e todos. Considera-se o maior perseguido e injustiçado do mundo. Se o dia de hoje está ruim, amanhã será pior.

COMO LIDAR: Pouco há para se fazer. Demanda de um esforço coletivo em contagiá-lo com pensamentos e atitudes positivas. Porém, se não houver mudança no comportamento, o melhor é distanciar-se

SÍNDROME DE GABRIELA: "Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim..." Julga-se a pessoa mais sincera e transparente. Fala o que pensa sem medir as palavras e consequências. Quando alguém tenta dar um conselho, responde: "Quem quiser gostar de mim, que seja desse jeito." COMO LIDAR: Mesmas maneiras com o "Hardy". Acrescenta-se uma dose extra de paciência e, quando possível, procure pedir que não seja impulsivo e que experimente ver as coisas por outro prisma, exercitando a empatia

"HARDYELA": O Hardy com Síndrome de Gabriela.

COMO LIDAR: Não tem como

 

E agora?

egora

Diante do colega indesejado, é preciso ser tolerante e buscar oportunidades para ter conversas claras e francas sobre a situação. Tente entender as razões pelas quais ele está adotando essa postura e procure ajudá-lo.

Se nada der certo e a relação estiver insuportável, busque outra função dentro da empresa ou avalie se é hora de trocar de companhia. Vale ainda consultar o líder acima na hierarquia para comunicá-lo sobre o problema.

"Empresas com missão, visão e valores claros, e que realmente se inspiram neles, conseguem criar um ambiente favorável, que repele naturalmente as pessoas que não se enquadrem na filosofia", conclui o especialista.

Fonte : http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/05/21/saiba-como-lidar-com-pessoas-dificeis-no-ambiente-de-trabalho.htm

17jul/130

Saiba o que fazer depois de cometer um erro no ambiente de trabalho

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Um dia você percebe que, por falta de atenção, conhecimento ou experiência, cometeu um grande erro no trabalho. Em poucos minutos, começa a suar frio, o coração dispara e bate aquele desespero. Se isso acaba de acontecer, tenha calma: você não é o primeiro nem será o último a falhar no ambiente corporativo.

"Só não erra quem não faz. Realmente não dá para acertar o tempo todo, ainda mais nos dias de hoje, em que os profissionais são multitarefas, exigem mais de si mesmos e são cada vez mais cobrados pela equipe, clientes e superiores", diz Viviane Gonzalez, diretora da Business Partners Consulting.

A consultora diz que atitudes desastrosas podem trazer consequências ainda piores e gerar até uma demissão. Para Viviane, nessas horas o desespero deve ser deixado de lado e o melhor a fazer é tentar compreender quais motivos levaram ao erro e qual é a extensão dos danos que ele causou.

Em seguida, é preciso procurar o seu superior imediato e assumir de forma matura a responsabilidade pela falha. "A humildade para falar produz efeitos positivos no meio de uma situação ruim", diz Viviane. E ela destaca: esconder o erro só adia as consequências.  A dica vale inclusive para reuniões, já que um problema pode ajudar toda a equipe a aprender e a refletir sobre as posturas e os processos adotados.

Depois de uma boa conversa, outro passo importante é propor uma saída para tentar minimizar as consequências da falha. Além disso, aprenda com o erro e adote medidas preventivas para reduzir as chances de falhar novamente. "É normal errar, mas viver errando com certeza pode arruinar uma carreira", finaliza.

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/06/04/saiba-o-que-fazer-depois-de-cometer-um-erro-no-ambiente-de-trabalho.htm

15jul/130

O desafio de administrar empresas familiares

empresas familiares

O grau de parentesco, em muitas situações, ganha maior relevância do que a capacitação, o que acaba sendo um dos principais motivos apontados para o fracasso desse tipo de negócio

Fonte: Sebrae

A qualificação é uma das palavras-chave para quem procura sucesso. Independente do porte da empresa é fundamental ter pessoas preparadas trabalhando na equipe. Para os negócios familiares, porém, isso nem sempre acontece. O grau de parentesco, em muitas situações, ganha maior relevância do que a capacitação, o que acaba sendo um dos principais motivos apontados para o fracasso desse tipo de negócio.

“Se a empresa deixa de contratar uma pessoa capacitada para empregar um familiar, ela perde competitividade. Além de ter alguém fora do perfil que a vaga exige, muitas vezes o empresário paga salários mais altos do que deveria, ou dá mais regalias simplesmente pelo parentesco”, afirma Enio Pinto, gerente de Inovação do Sebrae Nacional.

Por este motivo, é fundamental que haja comprometimento daqueles que farão parte da organização, alerta do gerente do Sebrae. “Quando o empresário consegue fazer com que seus familiares entendam que a empresa faz parte de um sonho dele de construir uma vida melhor, eles passam a ter mais comprometimento com o negócio e esse é o grande diferencial”, explica. “Não é por ser um filho que o empresário tem que dar um tratamento diferenciado, os donos do negócio são aqueles que devem sempre dar o exemplo”, ressalta.

Um dos maiores desafios apontados pelos empresários é fazer com que as novas gerações deem continuidade ao crescimento da empresa. “A sucessão é um processo delicado e que deve ser feito gradativamente. Por isso, agimos de uma forma que os valores e a cultura desta empresa não sejam perdidos ou alterados durante essa transição”, explica Domingos Ricca, consultor de empresas familiares, da DS Consultoria.

Segundo Ricca, a criação de regras é outra etapa importante deste processo. “A gente cria um conselho para discutir assuntos de trabalho dentro da empresa e não na mesa do jantar em casa. Além disso, criamos normas e procedimentos a serem seguidos para que a segunda geração tenha um norte ao assumir a empresa, o que acaba evitando muitos conflitos”, diz.

Um aspecto fundamental a ser analisado antes de começar o processo de sucessão é o perfil do futuro diretor. “Muitos pais que passam seu negócio para os filhos impões a eles a condição de tocar a empresa da família. Porém, é muito importante saber se o filho se identifica e tem apresso pelo empreendimento. Após essa etapa, o pai deve investir para que ele conquiste conhecimento técnico, fazendo cursos, participando de palestras e freqüentando eventos”, conta o consultor.

Para Ricca, familiares que acompanham o desenvolvimento da empresa conseguem se diferenciar no mercado. “No caso de pai e filho, é muito comum que desde criança o filho escute assuntos relacionados a empresa e também acompanha todo o desenvolvimento do negócio. Com isso, ele já adquiri um vasto conhecimento, que atrelado a informações técnicas que ele pode facilmente conquistar, acaba se tornando uma pessoa altamente qualificada e difícil de encontrar no mercado”, finaliza.

Vantagens e Desvantagens da administração familiar:

Pontos Fracos

• Falta de comando central capaz de gerar uma reação rápida para enfrentar os desafios do mercado;

• Falta de planejamento para médio e longo prazos;

• Falta de preparação/formação profissional para os herdeiros;

• Conflitos que surgem entre os interesses da família e os da empresa como um todo;

• Falta de compromisso em todos os setores da empresa, sobretudo com respeito a lucros e desempenho;

• Descapitalização da empresa pelos herdeiros em desfrute próprio;

• Situações em que prevalece o emprego de parentes, sem ser este orientado ou acompanhado por critérios objetivos de avaliação do desempenho profissional;

• Falta de participação efetiva dos sócios que legalmente constituem a empresa nas suas atividades do dia-a-dia;

• Usualmente há uso de controles contábeis irreais – com o objetivo de burlar o fisco – o que impede o conhecimento da real situação da empresa e sua comparação com os indicadores de desempenho do mercado.

Pontos Fortes

• Disponibilidade de recursos financeiros e administrativos para auto-financiamento obtido de poupança compulsória feita pela família;

• Importantes relações comunitárias e comerciais decorrentes de um nome respeitado;
• Organização interna leal e dedicada;

• Grupo interessado e unido em torno do fundador;

• Sensibilidade em relação ao bem-estar dos empregados e da comunidade onde atua;

• Continuidade e integridade de diretrizes administrativas e de focos de atenção da empresa;

• Sistema de decisão mais rápido.

Fonte : http://www.lyderis.com.br/dicas-e-negocios-hidden/gestao-de-rh/2247-o-desafio-de-administrar-empresas-familiares

12jul/130

A sua equipe conhece os produtos que vende?

Não há técnica de venda que funcione quando não se conhece aquilo que se está tentando vender. Vendedores precisam ter habilidade de transformar informações em argumentos de vendas

Geek

*Por Fernando Lucena

Será que a equipe conhece "realmente" aquilo que oferece ao cliente? Será que é capaz de responder, prontamente, às perguntas de seus clientes? Será que inspiram a confiança no cliente para realizar sua compra?

Você já deve ter reparado que não há técnica de venda que funcione quando não se conhece aquilo que se está tentando vender. No mercado atual, ter especialistas para oferecer um excelente atendimento ao cliente, não é mais uma opção ou virtude de determinados pontos de venda. A concorrência pelo cliente elevou o nível de competição. Atualmente, o que é preciso definir é o nível de conhecimento que o profissional deve ter sobre o produto e/ou serviço. E não, se deve ou não ter.

Quando falamos de conhecimento de produto, soma-se também a habilidade de transformar informações técnicas em argumentos de vendas. Um cliente não quer "apenas" saber sobre a composição técnica de determinado produto, ele quer saber o que significa, em termos de diferenciais, e o que irá ganhar com isso.

Invista na real preparação de sua equipe, transferindo para ela os conhecimentos fundamentais para que façam mais e melhores vendas. Se eles conhecem mais, se sentirão mais seguros e poderão ser os profissionais que o cliente esperava que sejam ao entrar na sua loja.

Fechar uma venda pode ser uma questão de atitude!

Por que será que o fechamento da venda provoca tanta emoção nos corações dos vendedores? Por que será que tantos deixam passar o momento certo de tentar fechar suas vendas?

Um atendimento bem conduzido, geralmente, resulta em uma venda. Ou seja, muitas vezes o cliente irá dizer que vai comprar sem que o vendedor tenha que literalmente perguntar isso. Mas muitas vezes isso não acontece. E então?

Provavelmente, os vendedores não conseguem perceber os sinais de compra que o seu cliente emite. Isso requer preparo e técnica. É necessário executar determinados passos do atendimento para receber do cliente sinais que demonstrem que ele está pronto para a decisão de compra.

Além disso, é necessário uma dose de autoestima, autoconfiança e atitude. É impossível tentar ajudar alguém que não deseja para si o sucesso. Talvez esteja aí a resposta da razão dos vendedores novos terem mais sucesso que antigos. Embora eles conheçam menos sobre a loja, seus produtos e clientes, eles "querem muito" ser bem-sucedidos. Acho até que uma boa dose de motivação pode resolver, mas é a vontade interior do vendedor que irá movê-lo adiante.

Mostre o caminho, o passo a passo, de um atendimento eficaz para sua equipe. Treine com ela como percorrer esse caminho. Mostre que a vontade de fechar vendas muitas vezes é mais importante que a técnica a ser utilizada.

*Fernando Lucena é consultor e presidente do Grupo Friedman, empresa de consultoria e treinamento em varejo.

http://www.lyderis.com.br/dicas-e-negocios-hidden/gestao-de-rh/2260-a-sua-equipe-conhece-os-produtos-que-vende

Categorias: Vendas Sem Comentários
10jul/130

Organizacao pessoal para o bem da carreira

organização-pessoal

Hoje em dia o mercado vem exigindo cada vez mais conhecimento e prática dos profissionais, no entanto, alguns detalhes podem fazer diferença na hora de conseguir uma oportunidade ou, até mesmo, de crescer dentro da organização.

A organização em uma rotina totalmente corrida e com agendas de reuniões intermináveis faz destacar na carreira aquele que está sempre atento e preparado.

Pessoas organizadas são, geralmente, mais focadas em seus objetivos e possuem uma determinação por resultados diferenciados. “Desta forma, a organização pessoal permite transferir para o profissional esta postura de organização, pois não é possível separar o pessoal do profissional. É uma tendência de comportamento e de gerir a vida, projetos e metas”, explica Ramy Arany, diretora do Instituto KVT e terapeuta comportamental.

Ainda para Renata Cristina Rocha, professora do curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte, a organização interfere positivamente na carreira, pois o líder pode promover o profissional com esta qualidade.

“Uma pessoa desorganizada torna-se improdutiva em certo estágio, pois faltará competência técnica para liderar atividades e se distrai facilmente. Outro detalhe são as pilhas de papéis na mesa e a bagunça na caixa de e-mail”, conta Renata.

Um conselho de Ramy para mudar esta característica que atrapalha os profissionais é ter disciplina para começar e fazer as coisas até o fim. Além de manter o foco, deve buscar criar uma harmonia interna e externa que permita ter espaço para trabalhar, aprender a escolher os focos por prioridade (ver a relação das importâncias), entre outras. “Muitas vezes é necessário recorrer a ajuda terapêutica (dimensão pessoal) e de um bom direcionamento profissional (coaching)”, aconselha Ramy.
Como se organizar?

Abaixo as especialistas deram dicas sobre como organizar a vida:

- Ter a visão geral do todo da vida pessoal onde o profissional é uma parte essencial (família, saúde, financeiro, profissional, filhos, relacionamento, social, etc.);

- Saber claramente os objetivos pessoais e profissionais (saber o que se quer, onde se está e para onde se quer ir);

- Buscar otimizar o tempo de acordo com a necessidade de cada parte;

- Sustentar o foco das prioridades sem deixar de sustentar o todo;

- Desenvolver a disciplina para que haja a continuidade (desfragmentação).

Fonte: Organização pessoal para o bem da carreira | Portal Carreira & Sucesso

3jul/130

Razoes para otimismo

otimismo

Conta comigo quantas crises estão em andamento hoje: a crise da Europa, a crise do mercado de trabalho americano, a crise do pibinho brasileiro, a crise dos 20 centavos que virou outra crise muito maior. Ou seja: desde 2008, vivemos em um estado de crise, como definido pelo Harvard Business Review (julho/2009), num texto brilhante de Heifetz, Grashow e Linsky.

2013 tem sido um ano duro, difícil e arrastado em que o estado de crise chegou ao Brasil num movimento bem mais forte do que a tal marolinha. Mas, como diz o velho clichê, toda crise traz em si ótimas oportunidades. E eu adoraria que o ano ficasse marcado também, além dos adjetivos acima, como o ano em que a discussão sobre preço finalmente perdeu fôlego e começou a ganhar espaço uma conversa sobre valor.

Até onde eu consigo enxergar, a partir da entrada da China no mercado econômico mundial, toda discussão passou a ser sobre preço. Daí em diante, todo mundo foi obrigado a encontrar um jeito mais barato de produzir. Da indústria de alimentos aos bancos de investimento. Também segundo as minhas próprias teorias conspiratórias essa é a razão do nascimento da crise de 2008 que teima em não passar até hoje. Se é que vai passar algum dia.

E qual o problema da discussão sobre preço? Primeiro, não importa o que você faça, alguém sempre vai encontrar um jeito, lícito ou ilícito, de fazer por um preço mais baixo. Depois, essa é uma discussão apenas sobre o curto prazo. E o que é bom pro curto prazo não necessariamente é bom pro médio prazo (longo prazo então não vou nem tentar discutir). Pior, muitas vezes o sucesso de curto prazo é a razão do fracasso no longo prazo. E nesse tema nenhum vilão tem sido tão raivoso quanto o mercado de capitais e seu foco cada vez maior no curto curtíssimo prazo.

Mas alguns exemplos de que o valor (em vez do preço) volta a ser tema de algumas conversas é o que me trazem as tais razões para otimismo do título desse artigo.

O primeiro desses exemplos é que a gigante Unilever rompeu uma tradição das companhias de capital aberto e decidiu parar de publicar resultados trimestrais. Uma das razões pra isso é que, se o número não viesse como o mercado e seu foco de curto prazo estavam esperando, a ação era castigada, não importando o quanto do lucro era resultado de um bom trabalho junto ao consumidor, ao distribuidor ou ao lojista. Além disso, e essa foi outra razão, os ciclos de fabricação, distribuição, venda e marketing não acontecem em 90 dias, portanto, decisão brilhante do presidente Paul Polman, não havia porque se guiar por resultados trimestrais. Mais um fato pesa a favor dessa decisão: segundo a revista Exame, em 1975, a média de tempo que um acionista ficava com uma ação era de sete anos, em 2010, quatro meses. Ou seja, na soma total das decisões da Unilever: construção de valor 1 x 0 discussão de preço.

Outra evidência de que existe espaço para a construção de valor e, quando bem feita, o resultado no médio prazo é fenomenal, atende pelo nome de Grupo Boticário. Fico imaginando quantas vezes o senhores Arthur e Miguel tiveram que resistir ao canto da sereia para abrir o capital. Não só não fizeram como decidiram empreender uma bem sucedida diversificação de negócios que levou à criação de 3 marcas e o lançamento de mais de 1500 produtos em 2012. Sem dúvida essa decisão trouxe desafios e demanda ajustes constantes no meio do caminho, mas também levou o Grupo a ser a empresa que mais cresce no competitivo mercado de beleza do país. Se a empresa tivesse o capital aberto, como será que esse ditador chamado “mercado” reagiria? Em outras palavras: construção de valor 2 x 0!

A terceira evidência vem da Organização Mundial de Comércio, talvez a instituição responsável pelo que de mais transacional existe no mundo: quanto um país vende para outro e vice-versa. Pois é, você sabia que desde o ano passado a OMC tem dois filtros para analisar as transacões comerciais entre os países: por volume e por valor? Sim, até a OMC começa a fazer suas análises não só baseadas no preço por tonelada e volume embarcado, mas também no valor do que é exportado. Só por curiosidade, olhando para volume, a China é o nosso melhor parceiro comercial, mas se o foco for valor, esse título vai para os Estados Unidos. E aí, quem você prefere?

A última evidência, e que pra mim é a mostra de que estamos no fundo do poço da discussão sobre preço, vem de uma declaração recente de Warren Buffet dizendo que está cada vez mais difícil ganhar dinheiro. Se está difícil para o Oráculo de Omaha, imagina para cada um de nós que vive numa indústria que comercializa o intangível, que tem aceitado passivamente a discussão sobre preço (e a consequente diminuição de rentabilidade) e para isso tem piorado sensivelmente a qualidade do que produz e entrega para seus clientes.

Essas todas são as razões do meu otimismo ainda em 2013. Quando se bate no fundo do poço, o próximo passo é começar a construir a escada que nos levará para fora dele. E essa escada, na minha opinião, é a conversa sobre valor. Sobre o valor do nosso trabalho para as marcas, sobre o valor das marcas para a vida das pessoas, sobre o valor dessas pessoas para a existência e o sucesso das marcas. Construir valor é a verdadeira vocação da nossa indústria. E quando o cenário, por mais crítico, difícil e cercado de crises que seja, nos empurra para exercer a nossa vocação, nada pode dar errado.

Por Murilo Lico

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/ponto_de_vista/2013/07/01/Razoes-para-otimismo.html#ixzz2Xz5NQ4Wb

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2jul/130

As tres tentacoes dos lideres no poder

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Nada poderia ser mais sensacional do que a passagem do Sermão do Grande Inquisidor na obra Irmãos Karamázov de Fiódor Dostoiévski. Se você ainda não leu, leia. Se já leu, releia, e releia. Ali, o personagem Ivan Fiódorovich apresenta para seu irmão Aliocha a essência do grande líder e as três tentações do poder, tomando por fundamento o encontro de Cristo com o diabo no deserto.

A primeira tentação foi o desafio do diabo para que Cristo transformasse pedra em pão. Com isso terminaria com a angústia da fome e do prover, libertando a humanidade do trabalho. Cristo negou e disse: nem só de pão vive o homem. A segunda tentação foi para que provasse ser filho de Deus, atirando-se no abismo, onde seria suspenso por anjos. Com isso eliminaria a dúvida nos homens – sem a necessidade da fé individual, e por outro lado desafiaria Deus, o pai, a realizar uma prova. E a terceira tentação foi a de tomar a espada de Cesar e construir um reino universal, libertando o homem do mal, sem que essa liberdade fosse conquistada por ele próprio.

A moral dessa passagem foi a de revelar que o grande líder, e o grande poder não está na dimensão dos egos pequenos, que imaginam virar deuses, ou semideuses; proclamar a esperança, a qualidade de vida, o sucesso e a felicidade a partir de legiões ou deste comandante ou daquele líder, por mais poderoso que circunstancialmente possa estar.

Assistimos essas tentações repetidas e repetidas vezes ao longo da marcha da história, tanto em governantes, quanto em empresários, acionistas, ricos em fortuna e na fama. E, mesmo, podemos ver isso nas gerências médias, pequenas chefias, em pais, mães e filhos. Trazendo para o âmbito corporativo, os sinais do fracasso anunciado de grandes corporações são visíveis quando sua governança cede às três tentações:

1 – Promessas impossíveis de serem cumpridas onde uma sonhada e falsa qualidade de vida é proposta em supressão ao desafio cada vez mais intenso de trabalho dedicado;

2 – Ausência de uma liderança invisível, solidamente formada por valores ascensionais, com o surgimento de candidatos ao trono maior, trazendo o inimigo para o lado de dentro da empresa. A luta egocida perspassa e envenena a longevidade do ambiente;

3 – Imaginar tomar a liderança de mercados sem a consciência da sustentabilidade e da criação de redes, flexibilidade e autocrítica permanente e constante da própria autoestima. A espada de Cesar nunca será domada no mundo, por uma só mão.

Grandes líderes prometem trabalho, muito trabalho, e ambiente justo para o trabalho. Grandes líderes se transformam em vigilantes da liderança invisível, feita por valores ascensionais. Grandes líderes não prometem o domínio do reino do mundo, da espada de Cesar, e sim a capilaridade das relações éticas e da amizade, sempre mais doadores do que tomadores.

E, se você quiser, traga o mesmo raciocínio para toda e qualquer dimensão da liderança; a passagem do Grande Inquisidor é simplesmente universal. Libertar o outro não é se transformar no seu libertador, é fazê-lo livre por livre arbítrio.

Fonte: As três tentações dos líderes no poder | Portal Carreira & Sucesso

1jul/130

Brasileiros sao os profissionais mais estressados do mundo

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Uma pesquisa feita pela empresa de recrutamento Robert Half revelou que os brasileiros são os profissionais mais estressados do mundo. Mais de 40% dos trabalhadores sofrem frequentemente de estresse e ansiedade em seu emprego, enquanto a média mundial ficou em 11%.

O estudo entrevistou 1.775 diretores de Recursos Humanos de 12 países, sendo 100 do Brasil. Se contabilizar os diretores de RH que trabalham com profissionais que sofrem estresse e ansiedade às vezes, o índice brasileiro sobe para 94%. Apenas 2% não se sentem estressados e 4% sente os sintomas poucas vezes.

O Chile aparece em segundo lugar, com 33% dos entrevistados que afirmaram trabalhar com funcionários estressados. Já na outra ponta da lista, está a França, onde apenas 2% dos diretores de RH disseram trabalhar com profissionais muito estressados.

Causas do estresse

Quando questionados sobre os fatores que contribuem para o estresse e ansiedade dos colaboradores, o excesso de carga de trabalho foi a causa mais apontada pelos diretores brasileiros (52%), seguido pela falta de reconhecimento (44%) e pressões econômicas (38%).

Já em relação às iniciativas que podem ser implantadas pelas companhias para driblar esse problema nos funcionários, 60% responderam que apostam no trabalho em equipe e 51% acreditam na reestruturação das funções de trabalho e tarefas.

PROFISSIONAIS MAIS ESTRESSADOS

Países Profissionais estressados
Brasil 42%
Chile 33%
Austrália 20%
Itália 16%
Cingapura 13%
Honk Kong 12%
Emirados Árabes Unidos 9%
Reino Unido 8%
Bélgica 5%
Alemanha 4%
Holanda 3%
França 2%

Fonte: Robert Half

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2013/06/27/brasileiros-sao-os-profissionais-mais-estressados-do-mundo.htm